quinta-feira, 24 de setembro de 2009

A Respiração Completa


RESPIRAÇÃO COMPLETA

Nesta forma de respirar, há a participação completa dos pulmões (sua total capacidade) e de todos os níveis da personalidade (desde os planos mais profundos aos superficiais.).

Entretanto, deve-se manter a suavidade da respiração (não sendo forçada). E isso é uma das características marcantes de todo exercício yogi. Não deve ser um bombeamento desmedido de ar. A respiração deve ser mais o resultado de um impulso que vem do fundo de nós mesmos.

A respiração completa envolve a base, a parte média e o ápice pulmonares (parte baixa, média e alta dos pulmões).


- A Execução:

Basicamente é descrita em três fases. Na primeira, é abdominal ou diafragmática, portanto, quando perfeita, deve ser automática, espontânea e nela a mente e a vontade apenas figuram como testemunhas. As duas outras, ao contrário, são fases voluntárias, quer dizer, mentalmente comandadas.

Deve-se praticar de pé ou sentado, com a coluna vertebral perfeitamente colocada em suas curvaturas naturais, o que se consegue mantendo o tronco reto. Com todo o corpo relaxado, limpe totalmente os pulmões. Permaneça sem o ar por alguns segundos, como que criando a necessidade de inspirar. Depois comece.

Esteja atento aos movimentos e não desanime frente as naturais dificuldades do começo.


1a fase: Respiração abdominal

Aproveite o impulso que vem de dentro, liberte o abdômen que vai para frente, deixe entrar livremente o ar. Isso enche toda a base pulmonar. Não forçar demasiadamente a barriga para a frente, julgando que assim faz caber maior dose de ar. O avanço do abdômen se faz ao mesmo tempo que a inspiração e desta é a causa.


2a fase: Respiração mediana

Após preencher com ar toda a base do pulmão, encher então a parte media, e isso será facilitado com o alargamento das costelas da parte mediana do tórax, num aumento lateral do volume torácico. É possível que o principiante sinta algumas dificuldades em função do estado de atrofia em seus músculos respiratórios por causa de tantos anos de respiração deficitária e incompleta. Exercite-se colocando as mãos nas costelas e procure sentir que elas se alargam e expandem.


3a fase: Respiração subclavicular

Depois da base dos pulmões e da parte mediana estarem bem alimentadas de ar, fazemos o mesmo com a parte alta (ápice) do pulmão o que se consegue erguendo suavemente os ombros.


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- A Expiração:

A expiração faz-se de maneira inversa, como que esprendo a esponja pulmonar, a partir de cima até embaixo. Para isto, solte inicialmente a pressão reinante no alto dos pulmões, depois na parte média e, finalmente, pela contração e sucção abdominal (parte baixa), expelindo todo o ar.

Tanto a inspiração como a expiração se processam cada uma como um movimento único e uniforme apesar de ser triplo, como vimos. Quando perfeita, a inspiração é uma lenta, uniforme, ininterrupta e harmoniosa. Uma ondulação que, a partir do ventre, movimenta todo o tronco. O mesmo se pode dizer da expiração.

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Efeitos da Respiração:


- Efeitos fisiológicos:

Massageando o coração, rejuvenesce-o e o estimula;

evita a prisão de ventre;

equilibra o sistema endócrino;

vitaliza o nervoso;

desenvolve e tonifica todo o aparelho respiratório;

melhora o funcionamento do estômago, vesícula, pancareas, baço, rins e fígado

Melhora a qualidade do sangue pela maior eliminação do gás carbônico e absorção de oxigênio, beneficiando portanto o estado de todos os órgãos e tecidos, desenvolvendo sensivelmente a resistência e a defesa orgânica, aumentando notavelmente a energia.

Também, às pessoas gordas: emagrecimento sem fome, sem drogas nem torturas.


- Efeitos psicológicos:

Aumenta em muito a energia psíquica.

Desenvolve autoconfiança, autodomínio e entusiasmo para viver.

Proporciona qualidades psicológicas invulgares não só como decorrência das melhores fisiológicas, como também porque proporciona uma bem maior assimilação de prâna com mais completo aproveitamento de suas riquíssimas possibilidades.

Pela tranquilização da mente, pela purificação dos nadis e pela ativação dos chakras, é o caminho para as mais sublimes conquistas espirituais.


- Atitude mental:

Ao tomar a posição para o exercício, esteja convencido de que vai harmonizar-se com a Fonte de Vida, com o Alento Cósmico, que tudo mantém. É um tesouro e é seu. Não pense como o homem comum que respirar é somente oxigenar o sangue. É muito mais que isso. É pranificar-se. Nas primeiras tentativas, concentre-se sobre os movimentos musculares acima descritos, e que estes se realizem de forma correta e espontaneamente. Concentre-se no prâna e naquilo de bom que a respiração lhe oferece. Durante a inspiração, visualize tão nitidamente quanto puder que é invadido por multidões de minúsculas bolinhas diamantinas e luminosas que lhe trarão benefícios mentais, psíquicos e fisiológicos; sinta-se como bebendo na fonte da vida. Terminada a inspiração, conceba na imaginação que todo aquele prãna se espalha pelo corpo, fixando-se em toda a parte, vivificando tudo. Ao expirar, convença-se de que lança fora toda a impureza, toda a fraqueza, toda a causa de sofrimento e inferioridade, aliviando-se assim do que exista de deletério em sua unidade psicossomática.

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- Observações:


- A inspiração ou puraka deve:

1° ser uniforme, isto é, manter a mesma velocidade na corrente de ar inalado;
2° ser silenciosa e suave;
3° fazer-se mediante discreta expansão do abdômen (é um engano pensar que a quantidade de ar é maior se o dilatar até não poder mais);
4° ser completa, isto é, sem falta ou excesso de um dedal de ar, e terminar tranqüilamente, sem arrancos.


- A expiração também deve se fazer segundo certas condições:

1° deve ser uniforme (mesma velocidade) e sem sacudidelas;
2° sempre silenciosa, salvo em alguns exercícios especiais;
3° depender tão somente do relaxamento do diafragma e dos músculos respiratórios;
4° chegar a seu tempo natural, isto é, sem que reste qualquer quantidade de ar no interior, sem que, para isto, se recorra a esforços extras nem à solicitação de outra musculatura que não a já citada.

Neste tipo de respiração todo abuso é perigoso. Qualquer exagero deve ser evitado. Os melhores resultados são alcançados pelos que seguem o caminho da moderação, da suavidade e da correta atitude mental. Seja perseverante e comedido. Se notar excitação nervosa, é sinal de que esta errando em algo. Deve então parar e, enquanto relaxa, entregar-se à respiração abdominal.


Extraído do livro "AUTO PERFEIÇÃO COM HATHA YOGA" - Hermógenes

2 comentários:

António Oscar Macedo disse...

Muito bom, mesmo muito bom.
DEUS te abençoe.
Bjs

ralf disse...

Gratidão,a respiração é a base de tudo,namastê!

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