domingo, 1 de novembro de 2009

Mantras - O Que São?




Mantras

Mantra são sons de poder. É uma seqüência de palavras, frases ou sílabas, que são extremamente valisos quando entoados corretamente. Um dos mantras mais conhecidos é o OM.

São fórmulas métricas decompostas por meio dos sons, onde as palavras se juntam, formando frases e versos de profunda vibração.
A palavra mantra deriva da raiz "man" que significa mente ou pensamento. O sufixo “tra” quer dizer controle ou instrumental. Assim, mantra pode ser definido como o veículo ou o método para a liberação da mente, através do próprio poder ou controle mental.
Segundo vários textos clássicos o universo é formado por 50 vibrações-mães que, através do yoga, foram reveladas aos sábios e aos yogues num passado remoto. Essas 50 vibrações formam o "caminho dos sons cósmicos". Cada um dos mantras que o compõe é uma fórmula cuidadosamente preparada, atuando no universo interno ou externo.
Este potencial se origina diretamente das letras do alfabeto sânscrito. Como um reflexo grosseiro do sutil, essas letras-vibrações são inseparáveis da Consciência.
O mantra é, acima de tudo, uma "forma física" concentrada composta de sílabas nucleares que têm propriedades energéticas correspondentes.
De acordo com os ensinamentos tântricos, um mantra é a própria manifestação do Absoluto (Shabda Brahma) em seu aspecto sonoro. O mantra pode ter duas características distintas: o que não vibra e só pode ser sentido pelo praticante de yoga cujos sentidos estão voltados apenas para o seu interior; e o que vibra e pode ser sentido e praticado por qualquer pessoa.

O mantra pode ser individual ou coletivo. No primeiro caso ele será transmitido de mestre para discípulo, dentro de um sistema de iniciação todo especial e secreto, não podendo, em nenhuma circunstância ser transmitido a nenhuma outra pessoa.
Quando impessoal ou coletivo, é praticado de diversas formas por uma ou mais pessoas.
Os mantras impessoais, ao contrário do individual, poderão ser praticados em qualquer local e a qualquer momento, embora para dar resultado allguns procedimentos devem ser observados.

Fonte: Texto “MANTRAS, SONS DE PODER” de Elisabeth Cavalcante

sábado, 31 de outubro de 2009

Mantras - Algumas Citações



São efetivos porque ajudam a manter a mente quieta e pacífica, integrando-a automaticamente na concentração. Eles fazem a mente ser receptiva às vibrações muito sutis e, portanto, aumentam sua percepção. Sua recitação erradica as negatividades grosseiras e a verdadeira natureza das coisas pode ser refletida na claridade resultante em sua mente.
(Lama Zopa Rinpoche, Wisdom Energy)

Como atuam os mantras? O som exerce um poderoso efeito sobre nosso corpo e nossa mente. E pode 
acalmar-nos e dar-nos prazer ou ter influência desarmoniosa, gerando uma sensação sutil de irritação. O mantra é ainda mais poderoso do que um som comum: é como uma porta que se abre para a profundidade da experiencia. Visto que os mantras não têm sentido conceitual, não evocam respostas predeterminadas. Quando entoamos um mantra, ficamos livres para transcender os reflexos habituais. O som do mantra pode tranqüilizar a mente e os sentidos, relaxar o corpo e ligar-nos com uma energia natural e curativa.
(Tarthang Tulku, A mente oculta da liberdade)


[R]ecitamos e meditamos sobre o mantra, que é o som iluminado, a fala da divindade, a união do som com a vacuidade. [...] Ele não possui uma realidade intrínseca, é simplesmente a manifestação do som puro, experienciado simultaneamente com sua vacuidade. Através do mantra, não nos apegamos mais à realidade da fala e do som encontrados no cotidiano, mas os experienciamos como sendo vazios. Então, a confusão do aspecto da fala de nosso ser é transformada na consciência iluminada.
(Kalu Rinpoche, The Dharma)


Em alguns sistemas hindus, diz-se que os mantras são sons primordiais que possuem poder em e por si mesmos. No tantra buddhista tibetano, os mantras não têm tal poder inerente — a menos que sejam recitados por alguém com uma mente focalizada, eles são apenas sons. Porém, para as pessoas com uma atitude adequada, os mantras podem ser poderosas ferramentas que ajudam no processo de transformação.
(John Powers, Introduction to Tibetan Buddhism)


Já que [as sílabas dos mantras] são os símbolos ou marcas do Dharma, elas são definidas como o selo de todos os buddhas. Já que a divindade e o mantra não são diferentes, elas são definidas com divindades por todos os yogis. Já que estas marcas têm a habilidade de abençoar o fluxo mental dos seres sencientes, elas são definidas com buddhas. Já que as bênçãos dos tathagatas estão misturadas com os fenômenos do amadurecimento kármico, elas são definidas como aparência. Já que a sabedoria dos buddhas abençoou as sílabas, elas são definidas como indivisíveis.
(Jamgön Kongtrül Lodrö Thaye, The Light of Wisdom)

 
Um mantra não é nem uma "palavra mágica" nem um "encantamento". é um instrumento da representação e concentração mentais e por isso um recurso do poder mental (mas não de forças sobrenaturais). A raiz man significa "pensar", enquanto o sufixo tra exprime um instrumento, um recurso de acionamento. O efeito do mantra não depende, por conseguinte, de sua entonação — este é outro mal-entendido amplamente divulgado —, mas sim da atitude mental, das associações conscientes e inconscientes que são criadas através da intuição e dos exercícios a ela ligados.
(Lama Anagarika Govinda, Reflexões Budistas)


A relação entre a fala, a respiração e o mantra pode ser melhor demonstrada através do método pelo qual o mantra funciona. [...] Através da pronunciação repetida, pode-se obter controle sobre uma determinada forma de energia. A energia do indivíduo está fortemente ligada à energia externa, e uma pode influenciar a outra. [...] É possível influenciar a energia externa, efetuando os assim chamados "milagres". Tal atividade é realmente o resultado de se ter controle sobre a própria energia, através do qual se obtém a capacidade de comando sobre fenômenos externos.
(Chögyal Namkhai Norbu, Dzogchen)

Os antigos mahasanghikas tinham em seu cânone uma coleção especial de fórmulas mântricas chamada Dharani Pitaka ou Vidyadhara Pitaka. Os dharanis eram meios de fixar a mente sobre uma idéia ou pensamento, uma visão ou experiência obtida na meditação. Estes podem representar a quintessência de um ensinamento, assim como a experiência de determinados estados de consciência, que desta forma podem ser relembrados ou recriados deliberadamente a qualquer momento. Por isso também são chamados de suportes, receptáculos ou berços da sabedoria (sânsc. vidyadhara). Não são funcionalmente diferentes dos mantras, mas em certo grau nas suas formas, já que podem atingir uma extensão considerável e algumas vezes representam a combinação de vários mantras ou sílabas sementes (sânsc. bija-mantra), ou a quintessência de um texto sagrado. Eles eram tanto um produto quanto meio de meditação: "Através da meditação profunda (sânsc. samadhi), adquire-se uma verdade; através do dharani, ela é fixada e retida na memória". [...] Nos textos páli mais antigos [da tradição Theravada], encontramos mantras de proteção ou parittas para afastar perigos, doenças, cobras, espíritos, influências nefastas e outras, assim como criar condições benéficas como saúde, felicidade, paz, um renascimento feliz, riqueza e assim por diante.
(Lama Anagarika Govinda, Foundations of Tibetan Mysticism)



sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Mantra - Definição




Um mantra (tib. ngag / sngags, jap. shingon), proteção mental, é uma série de sílabas místicas que invocam a energia de um buddha ou bodhisattva. A repetição (sânsc. japa) de mantras no Vajrayana é tão importante que o buddhismo esotérico também é chamado Mantrayana, o Veículo do Mantra. Existem também os dharanis, mantras mais longos, e as sílabas semente (sânsc. bija) que sintetizam a essência da mente iluminada.

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Tantra



A palavra sânscrita “tantra” tem muitos significados e sentidos. Seu emprego é amplo e diversificado. Entre os tantos significados da palavra Tantra, encontramos: “parte principal’, “teia”, “urdidura”, “enroladura”, “corda”, “modelo”, “tipo”, “sistema”, “moldura”, “doutrina”, “regra”, “teoria”, “trabalho científico”, etc. etc. Mas no nosso presente entendimento Tantra é um dos três passos necessários para o desenvolvimento espiritual, tendo em vista Moksha ou liberação do Samsara (roda de nascimentos e mortes). Isso quer dizer que o Sadhaka ou praticante deverá seguir um conjunto de sistemas ou passos que o irá levar para a liberação do Samsara, ou liberação da roda de nascimentos e mortes.

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Yoga e Equilíbrio Físico, Mental e Energético



 Yoga e Equilíbrio Físico, Mental e Energético

Ao fazermos asanas (posturas psicofísicas), pranayamas (exercícios respiratórios), kryias (técnicas de purificação), bandhas (controle muscular), mudras (gestos reflexológicos), nidra (técnicas de relaxamento), dhyana (meditação) e cultivarmos mitahara (alimentação pura), criamos um estado de equilíbrio entre as atividades do corpo físico, mental e energético. Um estado de união.

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Frase - Corpo! - Sri Auribindo

“Corpo! Instrumento, tarefa e oportunidade” 
Sri. Aurobindo

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

A Flor de Lótus



A FLOR DE LÓTUS

A flor de lótus tem muitos significados poderosos na religião budista. Por exemplo, um botão de lótus simboliza os seres que não atingiram a iluminação, todavia quando os ensinamentos budistas começam a se consolidar internamente, então a flor abre e um indivíduo se ilumina. Esta é a razão porque Buda senta em uma flor aberta de lótus.

As cores das flores também tem seus significados diferentes.

LÓTUS BRANCA – representa a total pureza da mente e perfeição espiritual. Normalmente tem 8 pétalas que correspondem ao caminho da óctupla senda. Ela é tipicamente associada às flores dos Budas.

LÓTUS VERMELHA – simboliza a natureza original do coração. É a lótus de muitas qualidades do coração, incluindo o amor, compaixão e paixão. Ë a lótus de Avalokitesvara, O Buda da Compaixão.

LÓTUS AZUL – representa a vitória do espírito sobre os sentidos. É a vitória da inteligência, sabedoria e conhecimento. A Lótus azul nunca está totalmente aberta e seu miolo nunca é visto.

LÓTUS ROSA – facilmente confundida com a lótus branca, a lótus rosa é a Lótus de todas as lótus. É suprema e reservada para as mais altas divindades. É a lótus tradicional do Buda Histórico.


Fonte: http://tranquilitasyoga.wordpress.com

domingo, 25 de outubro de 2009

Tridente de Shiva


O Tridente de Shiva, chamado em sânscrito como Trishula, é a arma de Shiva com a qual ele destrói a ignorância dos seres humanos.
As três pontas representam as três qualidades (Gunas) da matéria: Inércia (Tamas), Movimento (Rajas) e Equilíbrio (Sattva).
A busca do praticante começa em buscar Sattva e termina quando transcende todas as qualidades da matéria, quando, então, se atinge Moksha, a Libertação, que é objetivo final de toda prática verdadeiramente hindu.

sábado, 24 de outubro de 2009

Hatha Yoga



Hatha Yoga

A palavra Hatha é composta por duas sílabas sânscritas Ha e Tha, que significam respectivamente, Sol e Lua, ou seja, o pólo positivo e o pólo negativo, o yang e o yin, o masculino e o feminino. A prática do Hatha Yoga unifica nossas polaridades, desenvolve um corpo forte e saudável, traz serenidade, equilíbrio emocional para que possamos usar todo nosso potencial para a evolução da nossa consciência.

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Tantra Yoga


Tantra Yoga

O Tantra Yoga é o tipo de Yoga Antigo (Proto-Yoga) menos difundido e mais combatido. Isso por que ele tem como base, não a atividade sexual como geralmente se supõe. Mas sim um sistema filosófico comportamental que não agrada a classe dominante.

Tantra é a fusão de dois termos : Tan (fio, linha) e Tra (instrumento). Assim sendo, tantra é qualquer instrumento feito com linha ou corda. Na Índia, qualquer pessoa que toque um instrumento de corda (Citara, Violoncelo, Piano, Violino, Violão, entre outros) é chamado de tântrico.

A palavra liga-se ao sistema filosófico comportamental das pessoas que mexem com o ato de tecer. Esta atitude, nas sociedades primitivas, estavam relacionadas com o comportamento feminino. Esta sociedade era agrícola, sensorial e desrepressora. Tinha como figura determinante do comportamento a mulher.

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Laya Yoga


Laya Yoga

O Laya Yoga segundo Sivananda é também Kundaliní Yoga. "É o processo de transmutar a energia física em ojas. A consciência humana é levada através dos seis graus diferentes de percepção até que se una no absoluto".

A sua prática implica em pránáyámas e bhandhas. Estas técnicas não são perceptíveis pelo observador. Apenas o praticante pode sentir seus efeitos. Isto leva o ocidente a menospreza-lo pois não é passível de medição e, por isso, não pode ser analisado dentro dos padrões cartesianos.

O praticante desta técnica geralmente encontra-se sentado. Isso levou muitos livros a sugerirem que sentado seja a melhor maneira de se praticar Yoga. Imagem que se transformou no estereotipo ocidental do praticante de Yoga.

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Mantra Yoga


Mantra Yoga

O Mantra Yoga é a técnica do yoga que usa todos os elementos intrínsecos do som em busca do Samádhi. Muito confundido com o Bhakti Yoga, pois este também usa os mantras. O Mantra é o aspecto mais sensível do Bhakti. Sensível pois o som pode ser percebido pela audição. Entretanto, no Bhakti Yoga usamos apenas um dos aspectos do Mantra Yoga.

Vamos entender o porque. A palavra mantra é a contração de duas outras palavras manas (pensar) e tra (intrumento). Mantra então é instrumento do pensamento. Mantra então, não é cantar hinos ou kirtans simplesmente.

Mantra é um poderoso instrumento do ego para desenvolver habilidades mentais. Tais habilidades mentais podem ser simples ou complexas. Das habilidades simples podemos destacar uma que todos os indivíduos humanos saudáveis desenvolvem durante o período escolar. A multiplicação simples. Recitamos um tipo de mantra (3x3=9) com o intuito de desenvolver habilidades matemáticas.
A neurolinguística recentemente começou entender este processo. Ela ainda caminhará muitos passos até chegar ao grau de conhecimento conseguido pelos praticantes deste tipo de Yoga.
No Bhakti Yoga é usado apenas um tipo de mantra (existem 3). E este tipo é subdividido em duas técnicas os kirtans e os japas. Os mais apreciados são os kirtans.
Como pode ser observado, o Mantra Yoga tem muito mais a oferecer.

terça-feira, 20 de outubro de 2009

Bhakti Yoga



Bhakti Yoga

O Bhakti Yoga é uma prática que tem sua origem no mais popular texto de Yoga do mundo, o Bhagavat Gita. Este texto faz parte do Mahabharata. Nele o deus Krishna ensina o príncipe Arjuna a técnica do Yoga.
O forma como foi escrito este livro torna muito fácil a leitura (talvez esse seja o motivo pelo qual ele é o mais popular). Nele também é mostrada a maneira mais fácil de se alcançar os objetivos do Yoga ( o samadhi).
Este tipo de Yoga tornou-se muito difundido pelo mundo através do movimento Hare Krishna. Nele são usados as técnicas do púja e mantra.

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Raja Yoga



Raja Yoga

Raja Yoga, Ashtanga Yoga, Yoga de Patãnjali, Yoga Clássico entre outros, é o nome dado ao Yoga criado por Patañjali. Como no Yoga Sútra não existe uma descrição detalhada de como as oito(ashta) partes(angas) nele contidas devam ser aplicadas, a combinação com que elas são ensinadas pode variar muito. Assim, deu origem aos nomes supracitados e a alguns outros nomes, dados por professores de Yoga que variaram o modo de execução do octúplo sistema.
Por estar disposto num sistema o Raja Yoga ganhou o status de filosofia. Este foi um grande passo para a manutenção do conhecimento de Yoga.

domingo, 18 de outubro de 2009

Yoga Clássico - Pátañjali



Chamado "Yoga Clássico", "Raja Yoga" ('Yoga real') ou "Ashtánga Yoga" ('Yoga de Oito Membros'), o sistema organizado por Pátañjali se dividide, basicamente, em oito partes: yama, niyama, ásana, pránáyáma, pratyáhára, dháraná, dhyána e samádhi.

As duas primeiras partes, yama e niyama, são as restrições e prescrições éticas.


Yama significa controle ou domínio. - São as cinco restrições ou proscrições, - o "pontapé inicial" para os aspirantes:

Não usar nenhum tipo de violência (ahimsa); falar a verdade (satya); não roubar (asteya); não desvirtuar a sexualidade (brahmacharya); e não apegar-se (aparigraha).
Esses refreamentos pretendem purificar o aspirante a yogue, aniquilar a subjetividade advinda do egocentrismo e prepará-lo para os estágios seguintes. Desempenham o controle dos impulsos naturais, que se manifestam através dos cinco órgãos de ação (karmendriyas): braços, pernas, boca, órgãos sexuais e excretores.


Niyama, as prescrições psicofísicas, compreendem também cinco disciplinas:

A purificação (shauchan); o contentamento (santosha); a austeridade ou esforço sobre si próprio (tapas); o estudo de si próprio e da metafísica do Yoga (swádhyáya); e a consagração a Íshwara, o arquétipo do yogin perfeito (Íshwara pranidhána).
Estas atitudes cumprem a função de domínio sobre os cinco órgãos da percepção (jñánendriyas): olhos, ouvidos, nariz, língua e pele. Esse controle dos sentidos aponta à organização da vida pessoal do praticante.

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