sábado, 17 de outubro de 2009
Yoga - Os Seis Sistemas Ortodoxos
Os Seis Sistemas Ortodoxos são:
1) Sankhya: Elaborada por Kapila no século VI aC, é uma filosofia dualista que considera o espírito distinto da matéria. Segundo ela, a salvação ou libertação (moksha) só é alcançada com a separação do Eu espiritual do mundo material;
2) Nyaya: em sua origem uma escola de retórica. Ensina que o instrumento para a obtenção do conhecimento é o raciocínio lógico;
3) Vaiseshika: fundada pelo lendário Kananda, que elaborou uma teoria atomista da matéria e considerava que a via da salvação era a compreensão das leis da natureza. Posteriormente, Nyaya e Vaiseshika acabaram se constituindo em uma única escola;
4) Purva Mimansa: significa “primeira investigação”. Baseada na autoridade dos Vedas, busca interpretar corretamente os mandamentos contidos nas suas partes mais antigas. Acentua a importância da correta ação (dharma);
5) Uttara Mimansa: significa “investigação posterior”. Mais conhecida como Vedanta, “fim dos Vedas”, baseia-se nos Upanishades, escritos místicos que buscam a compreensão do Absoluto;
6) O próprio Yoga: segundo a tradição, o sistema codificado por Patânjali, que reuniu o que considerava de melhor da tradição mística indiana em seus Yoga Sutras ('Aforismos do Yoga'), uma espécie de carta composta de 195 breves versos que servem de auxílio para transmissão oral de mestre a discípulo. - Em quatro capítulos Patânjali resume o processo e as ferramentas para a autoliberação.
Fonte: Internet
sexta-feira, 16 de outubro de 2009
Os Próximos Passos para a Prática do Yoga
Ásana, o terceiro estágio da yoga, compreende as posições físicas, firmes e confortáveis:
“o ásana torna-se perfeito quando desaparece o esforço por realizá-lo, de forma que não haja mais movimentos no corpo”, segundo O Yoga Sútra de Pátañjali, que não é para iniciantes, mas para mestres. Daí a importância do estilo dos sútras. Cada palavra é significativa.
Por exemplo, a definição de ásana: "sthirasukham" (imóvel) e não "sukhamsthira" (confortável). Porque, primeiro, o corpo precisa ficar imóvel. Depois, vem sukham, o conforto. Su significa prazer. Kha refere-se aos indriyas, órgãos dos sentidos. O que significa que os sentidos ficarão automaticamente sob controle.
A posição sentada correta permite a prática de "pránáyáma" e "pratyáhára", os próximos passos. Mas isso só é possível quando há força, firmeza e flexibilidade no corpo. Para o yogue, o processo do ásana passa necessariamente pela construção de um corpo novo. Um corpo que não ofereça mais obstáculos para a circulação de energia.
Pránáyáma é o processo de expansão da energia vital através da respiração. A palavra é a combinação de dois termos: "prána", que significa alento, força vital, respiração, energia, vitalidade e "ayáma", que quer dizer expansão, controle, domínio, retenção, pausa.
Segundo o Yoga Sútra, “pránáyáma consiste em controlar o processo de inspirar (shwása) e expirar (prashwása).” Na meditação, aumentamos o caudal de energia dentro do organismo. Mas, se o corpo não estiver preparado, haverá conflito.
Embora ásana e pránáyáma possam ser praticados para melhorar a saúde, aumentar força e flexibilidade, melhorar a disposição e outras coisas, a intenção original dessas técnicas é equilibrar o fluxo da energia no organismo, e prepará-lo para as técnicas que seguem. É impossível sentar para meditar se não estivermos acostumados a nos manter numa posição por um certo tempo, sem sentir o mínimo desconforto, sem que apareça nenhuma dor, nenhum movimento inconsciente, nenhuma dificuldade para respirar.
Segundo o Yoga, estas técnicas fortalecem o sistema nervoso, regulam o metabolismo, melhoram a respiração, e ajudam a manter sob controle as emoções, atitudes e pensamentos.
Pratyáhára, a retração dos sentidos, é a faculdade de liberar a atividade sensorial do domínio das imagens exteriores. A mente é o maior obstáculo para meditar. Entretanto, antes de começar a trabalhar nela, precisamos colocar os sentidos sob controle. Desde o dia do nosso nascimento estamos sendo continuamente bombardeados por impressões, imagens, sons e sensações. Essas experiências alimentam o pensamento e nos arrastam para a experiência externa. Vivemos voltados para fora. O pratyáhára serve para desvincular-nos dessa invasão das coisas do mundo exterior. Sem ele, é impossível alcançar a meditação.
Ásana, pránáyáma e pratyáhára não são fins em si mesmos: objetivam unicamente dar ao praticante uma espécie de "infra-estrutura" física e mental firme para que possa suportar as transformações decorrentes do despertar da energia potencial que a tradição hindu chama de "kundaliní". Através destas técnicas preliminares, úteis também para superar os obstáculos iniciais (dúvida, preguiça, angústia, dispersão, etc.), o meditador se prepara para o Yoga em si, que começa com as técnicas de contemplação.
Dháraná, a concentração em um ponto só, se faz para limitar a atividade da consciência ao interior da imagem sobre a que se está meditando. Essa unidirecionalidade da consciência não se pode conseguir sem prática regular. Paradoxalmente, na prática de concentração não devemos forçar as coisas, não devemos entrar em conflito com a nossa mente. Uma concentração forçada não é real, pois só provocará mais tensão.
Dhyána, a meditação em si, consiste em parar o fluxo do pensamento. A meditação é o resultado espontâneo da concentração da consciência, e constitui a preparação necessária para atingir o objetivo do Yoga, o estado de iluminação. A meditação não pode se ensinar. A rigor, as instruções sobre como meditar terminam na concentração. Depois, o praticante deve continuar sozinho. Todas as técnicas levam você a esse estado, desde que praticadas com regularidade. Não há palavras para descrever dhyána.
A única coisa que o Yoga afirma é que vale a pena o esforço. Para quem não experimentou esse estado, as palavras só irão provocar confusão e intelectualização. Ou seja, não há como se colocar alguém dentro da experiência real, apenas com descrições e explicações verbais. Quem tiver a experiência saberá que as palavras sobram, e que não podem ser usadas para descrevê-la.
Samádhi é a liberação final, o estado de iluminação em que o contemplador se absorve no "Purusha" ou Consciência Universal. No samádhi, o yogue se defronta face a face com experiências totalmente inacessíveis através do instinto ou da razão.
- Fontes e bibliografia:
Profº Fred Peixoto;
Yoga Sutras de Patânjali;
Site Yoga.Pro;
Vidya Yoga.
Contém trechos extraídos do livro "Yoga Prático", de Pedro Kupfer.
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quinta-feira, 15 de outubro de 2009
Ásanas e Sânscrito
Ásanas e Sânscrito
Alguns termos em Sânskrito são repetidadmente utilizados nas nomenclaturas dos ásanas. Os nomes de cada asana podem ser divididos em prefixo, radical e sufixo, alguns exemplos:
• Adho significa "movimento para baixo" (descendente)
• Ardha significa "metade"
• Eka significa "um" ou "único"
• Parivrtta significa "girar" ou "torcer"
• Supta significa "deitados"
• Urdhva significa "movimento para cima" (ascendente)
• Upavistha significa "sentado"
• Utthita significa "esticar" ou "alongar"
quarta-feira, 14 de outubro de 2009
Surya Namaskara
Surya Namaskara
Surya Namaskara, ou saudação ao Sol, é um coreografia composta de 12 ásanas em sequência. Na verdade, seriam duas sequências onde a segunda compensa os ásanas realizados na primeira.
Surya Namaskara, ou saudação ao Sol, é um coreografia composta de 12 ásanas em sequência. Na verdade, seriam duas sequências onde a segunda compensa os ásanas realizados na primeira.
terça-feira, 13 de outubro de 2009
Ásana - Posições e Permanência
Ásana (Posições e Posicionamento)
"Há um infinito número de asanas." (Sri Dharma Mittra).
Em 1975 Sri Dharma Mittra fez um catálogo de um vasto número de ásanas do yoga, compilando 1300 variações. Elas foram originalmente publicados como "Guia gráfico do yoga clássico" e 608 destas posições foram recentemente disponibilizadas em um pequeno compêndio intitulado, "Asanas: 608 Posições de Yoga". Entretato, não há nenhum modo de estabelecer exatamente a quantidade de posições no Yoga.
Existem estudos para subdividi-los em 108 tipos de famílias, mas se posicionar sobre o tema se tornou uma forma de confrontação entre as diferentes escolas.
Permanência
O tempo de permanência num ásana é o período que um praticante se mantém estável no asana (na posição). É medido pela quantidade de respirações (inspiração, retenção e expiração) realizadas durante a realização do ásana.
segunda-feira, 12 de outubro de 2009
Condições e orientações para praticar um bom Ásana
Condições e orientações para praticar um bom Ásana
O Ásana deve ser firme e confortável, de tal modo que você consiga ficar na posição por um longo período. Ele não deve ser a causa de nenhum tipo de desconforto. Deve-se relaxar qualquer retesamento ou tensão que forem observados no corpo. A sensação de se estar absolutamente relaxado é sinal de um ásana perfeito. A respiração deve ser normal, ritmada, nasal e abdominal. Preferencialmente pratique a respiração completa.
Algumas orientações para a prática dos ásanas:
- Tomar um copo de água antes da prática de asanas
- O estômago deve estar vazio (ideal: praticar 8 horas após o almoço, 2 horas após um copo de leite e uma hora após se comer uma fruta)
- Preferencialmente praticar os ásanas de manhã (ao raiar do dia) quando a quantidade de prana (energia vital) no ar é maior. Não sendo possível, praticar então próximo ao entardecer.
- Evitar comidas gordurosas, muito secas, congeladas, muito quentes ou em excesso.
- Não se deve forçar ou pressionar nada quando praticar ásanas. Esforce-se sem forçar.
- Não sair no frio após praticar os ásanas.
- Se o ásana afetar o seu equilíbrio, mover a cabeça lentamente.
- A respiração deve ser controlada e deve ser sempre pelas narinas.
- Praticar o Shavasana se o corpo estiver estressado.
- Os ásanas devem ser praticados em uma sala limpa e bem-ventilada, em uma atmosfera pacífica.
- Uma boa sequência é praticar os exercícios físicos leves (alongamentos), seguido pelo yogasana, pranayama e samyama.
- Durante a gravidez, após o terceiro mês, evitar exercícios que exigem que se deite sobre o estômago. Posições Invertidas devem ser evitadas especialmente no terceiro semestre. Antes de mais nada, consulte e peça orientações à seu médico para saber mais sobre quais posições evitar.
Fontes: diversas na Internet
domingo, 11 de outubro de 2009
Ásana - Introdução
Asana é uma palavra sânskrita significa "sentar". Existem diversos tipode de ásanas mas entre os principais estão o padmasana, o bhadrasana, o vajrasana, o virasana e o svastikasana.
Dentro da tradição indiana a sua origem é atribuída a Shiva, que as ensinou a sua esposa Parvati.
A idéia original de “ásana” nos leva à uma idéia de contemplação (meditação) em posição sentada, para atingir o estado de meditação e permanecência por longos períodos. Entretanto, nos dias atuais, surgiu à interpretação dada como sendo uma posição psico-física do yoga, sendo classificada em diversas técnicas em uma única família.
Patanjali, no Yoga Sutras descreve o ásana como “sentar em posição firme e confortável para a contemplação (ou meditação), onde a contemplação é o sadhana(o caminho) para se compreender o si.”
A prática do ásana nos leva a desenvolver uma musculatura flexível, ossos e tendões resistentes, bem como massageia os órgãos internos do corpo, proporciona o equilíbrio das funções de diversas glândulas internas, promove um bem-estar geral, e melhora o fluxo de prana (nossa energia vital: qi em Chinês; ki em Japonês) que permite o equilíbrio dos koshas e o fluxo de energia pelas nadis (Sistema circulatório energético).
No Yoga Sutras, Patanjali descreve ásana como o terceiro dos 8 ramos do Raja Yoga Clássico. Os oito ramos são:
- yamas: regras de conduta para lidar com o mundo exterior
- niyama: regras de conduta para lidar com seu íntimo
- ásana: posição
- pranayama: respiratório
- pratyahara: estado de distração ou sensação de recolhimento; abstração
- dharana: concentração
- dhyana: meditação
- samádhi: a percepção do si, hiper-consciência.
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Os Ásanas no mundo:
Na França há a referência ao estado psicofísico e à compensação de cada asana.
Na Alemanha, são contra a utilização de espelhos na sala de prática, e preconiza a utilização do Surya Namaskara (Saudação ao Sol) como sendo prática obrigatória de ásanas.
No Brasil, além da compensação e coreografia é necessário ter a atenção na passagem coreográfica entre os ásanas. Algumas escolas usam regras gerais de execução.
Na Índia não existe yogásana sem uma filosofia que una as práticas para um objetivo concreto.
sábado, 10 de outubro de 2009
Frase - Hermógenes
Enquanto ansiamos pela Paz não a alcançamos.
Ansiedade e Paz são antíteses.
Nunca se juntam.
Ansiedade e Paz são antíteses.
Nunca se juntam.
(Mestre Hermógenes)
sexta-feira, 9 de outubro de 2009
Prana
Prana
Quando nos expiramos, o prana opera de um forma especifica. Quando nós inspiramos, o Apana surge. A inspiração afeta a atividade do apana. O centro do prana está no coração e a do Apana está no ânus.
Existe uma terceira classificação de função chamado Samana, a força de uniformalização. Seu centro é no umbigo. Ela digere o alimento para aquecer o corpo e também equilibrar todas as remanescentes funções no sistema.
A quarta função do prana é chamada Udana. Seu selo está na garganta. Ele determina a fala, e na morte, ele determina a separação do prana do corpo.
A quinta função é chamada de Vyana, uma força que preserva todo o corpo e mantém a continuida da circulação do sangue através do sistema. Esta quinta função do prana é sua principal forma. ele também realiza outras funções como arroto, o abrir e fechar das palpebras, causar a fome, bocejar e nutrir o corpo. Quando ele faz estas funções secundárias ele é chamado de Naga, Kurma, Krikara, Devadatta e Dhananjaya, respectivamente.
É o prana que faz o coração bater, o pulmão funcionar e o estômago secretar sucos. Portanto, desde que nem a respiração, e nem a atividade do pulmão param até a morte. O prana pode ser considerado “o vigia do corpo."
Extraído de "The Yoga System"; Swami Krishnananda
quinta-feira, 8 de outubro de 2009
Pranayamas - Respiração que Tonifica os Nervos
Respiração que tonifica os nervos
De pé, pernas e pés juntos, olhos fechados, mente firme, depois de completa limpeza, inicie um lento puraka, levando os braços estendidos para a frente, com as palmas das mãos para cima, até atingir a linha dos ombros. Nesta altura deverá ter terminado a inspiração e, então, mantendo kumbhaka (retenção), traga as mãos com punhos cerrados aos ombros, flexionando energética e vivamente os braços. Ainda mantendo a retenção, devolva os braços à posição anterior, no entanto use de uma força tal que os faça tremer, como se estivesse vencendo forte resistência. Tendo flexionado e esticado três vezes seguidas os braços, expire lentamente, deixando-os simultaneamente tombarem, enquanto o corpo relaxado flexiona um pouco para a frente.
Fonte: trecho extraído do livro "Auto Perfeição com o Hatha Yoga - Hermógenes - Editora Record
quarta-feira, 7 de outubro de 2009
Pranayamas - Respiração de Limpeza
Respiração de limpeza
Em pé, os pés uns 30 cm de afastamento, "limpe o pulmão" e faça um puraka completo. A seguir, aperte os lábios de encontro aos dentes, deixando uma fresta estreita na boca. A seguir, com movimentos energéticos sacudidos e curtos dos músculos respiratórios (abdominais, diafragma e entrecostais), force o ar a escapar através da fenda formada com a boca. Se os músculos não fizerem bastante movimento para forçar a passagem do ar, o exercício será inócuo.
- Benefícios terapêuticos: Na opinião de Yesudian, este respiratório ataca as toxinas que se acham no sangue, curando as moléstias crônicas e reforçando nossa imunidade. O ar impuro das salas mal arejadas (cinemas, teatros, estações, ferroviárias) é expulso do pulmão e do sangue. Os males da cabeça, os catarros, a gripe são rapidamente curados. Em épocas de epidemias este exercício é indispensável, pois resguarda o contágio. Neste caso é recomendado praticar três sessões de cinco "voltas" cada dia. É bênção este exercício no caso de envenenamento por gás ou outro agente".
- Benefícios mentais: Acresce-nos a autoconfiança e, segundo Yesudian, é um "triunfo sobre a hipocondria", isto é, sobre a obsedante sensação de estar doente.Fonte: trecho extraído do livro "Auto Perfeição com o Hatha Yoga - Hermógenes - Editora Record
terça-feira, 6 de outubro de 2009
Pranayamas - Sitali
Sitali
Sentado ou em pé, olhos fechados para melhorar concentração mental, feita a "limpeza", inspire pela boca, tendo os dentes semi cerrados e entre eles a língua formando uma calha; faça um curto kumbhaka e termine expirando normalmente pelas narinas. Depois de uma "volta" de dez respirações, você se terá livrado da desagradável sensação de garganta seca, melhorará de sua rouquidão e terá varrido a mucosidade das amídalas.Fonte: trecho extraído do livro "Auto Perfeição com o Hatha Yoga - Hermógenes - Editora Record
segunda-feira, 5 de outubro de 2009
Pranayamas - Sitkari
Sitkari
Sentado ou em pé, olhos fechados, depois da limpeza, faça a inspiração completa, não pelo nariz, mas pela boca, tendo os dentes cerrados e a língua a eles encostada. O ar varre as bochechas, o céu da boca e a língua, refrescando a mucosa e enxugando a saliva. Depois de curto kumbhaka, proceda ao rechaka, pelo nariz. Uma "volta" consta de cinco respirações.
- Benefícios fisiológicos: Concorre para melhorar a resistência ao calor e atenua a sensação de fome e de sede.
- Efeito psíquico: Combate a insônia.Fonte: trecho extraído do livro "Auto Perfeição com o Hatha Yoga - Hermógenes - Editora Record
domingo, 4 de outubro de 2009
Pranayamas - Suryabhada-kumbhaka
Suryabhada-kumbhaka
Trata-se de um sukha-purvak modificado em proveito de resultados especiais. Depois de cada inspiração, passe a língua na fase posterior dos dentes, recolhendo a saliva que deve ser deglutida. Segundo Langue "esta deglutição mobiliza a musculatura da laringe e, após a expiração, possibilita eliminar o ar estomacal". Conforme o mesmo autor, depois de "voltas"de seis exercícios, a temperatura do corpo sobe sensivelmente, por isso é este pranayama especialmente indicado para a luta contra o frio. É igualmente eficaz contra aerofogia (flatulência).
Contentemo-nos com a variedade de exercícios acima ensinados, já que nossa finalidade não é ainda o Yoga avançado. Alguns deles, com finalidades específicas, podem ser praticados fora da sessão diária de Hatha Yoga. Constituem uma espécie de farmácia e, como no caso de uma farmácia, devemos tomar a sério a necessidade de usar sabiamente aquilo de que precisamos, para que não tomemos veneno pensando que se trata de remédio. Atenda às recomendações e jamais se esqueça de que suavidade é a característica principal do Yoga.
Não se aventure a fazer os exercícios finais sem que tenha antes atingido o completo domínio dos primeiros.
Fonte: trecho extraído do livro "Auto Perfeição com o Hatha Yoga - Hermógenes - Editora Record
sábado, 3 de outubro de 2009
Pranayamas - O Sopro "HA"
O Sopro "HA"
É exercício respiratório de finalidade específica. Seu nome não se refere, como poderia parecer, à corrente energética positiva (HA) e sim à maneira de expirar.
Em pé, com as pernas afastadas, olhos fechados, execute uma inspiração completa, levantando concomitantemente os braços esticados para a frente e continue elevando-os até o mais alto que puder. Mantenha um kumbhaka de uns poucos segundos e, a seguir, ao mesmo tempo que energeticamente, abaixe o tronco e os braços relaxados, empurre bruscamente o ar pela boca, de forma a soltar uma quase explosiva sílaba hA (h aspirado, como termo inglês "home"), não pelo aparelho fonador, mas pela passagem forçada e súbita da corrente de ar. Repetir a inspiração da mesma forma indicada, expirando em seguida lentamente pelo nariz. Conserve o pensamento firme sobre os efeitos terapêuticos abaixo indicados.
O mesmo exercício pode ser feito deitado.
Deitado sobre as costas, executar o puraka (inspiração completa) simultaneamente erguendo os braços esticados até atingir o solo para trás da cabeça. Após ligeira retenção, fazer a violenta expiração pela boca forçando o "HA", enquanto com energia voltam os braços a sua posição inicial ao lado do corpo e as pernas flexionam bruscamente até as coxas tocarem o abdômen. Depois de ligeiro repouso, iniciar uma nova inspiração lenta, enquanto os braços estendidos voltam para trás da cabeça e as pernas se esticam verticalmente. O exercício termina com a lenta expiração nasal, com as pernas e os braços retornando a seus primitivos lugares.
- Benefícios Físicos: Limpando completamente as vias respiratórias, refresca a circulação sangüínea. É bom remédio contra resfriados e contra extremidades (pés e mãos) frias.
- Benefícios psicológicos: Oferece uma purificação para depois de termos estado em ambientes sórdidos, passionais, deprimentes, para depois de nos termos contagiado psiquicamente em companhia de pessoas confusas, pessimistas, viciadas, malévolas, finalmente, indivíduos "carregados" de impurezas astrais. Constitui-se um "tiro e queda" contra a depressão e o desânimo.Fonte: trecho extraído do livro "Auto Perfeição com o Hatha Yoga - Hermógenes - Editora Record
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