quarta-feira, 14 de outubro de 2009
Surya Namaskara
Surya Namaskara, ou saudação ao Sol, é um coreografia composta de 12 ásanas em sequência. Na verdade, seriam duas sequências onde a segunda compensa os ásanas realizados na primeira.
terça-feira, 13 de outubro de 2009
Ásana - Posições e Permanência
Ásana (Posições e Posicionamento)
"Há um infinito número de asanas." (Sri Dharma Mittra).
Em 1975 Sri Dharma Mittra fez um catálogo de um vasto número de ásanas do yoga, compilando 1300 variações. Elas foram originalmente publicados como "Guia gráfico do yoga clássico" e 608 destas posições foram recentemente disponibilizadas em um pequeno compêndio intitulado, "Asanas: 608 Posições de Yoga". Entretato, não há nenhum modo de estabelecer exatamente a quantidade de posições no Yoga.
Existem estudos para subdividi-los em 108 tipos de famílias, mas se posicionar sobre o tema se tornou uma forma de confrontação entre as diferentes escolas.
Permanência
O tempo de permanência num ásana é o período que um praticante se mantém estável no asana (na posição). É medido pela quantidade de respirações (inspiração, retenção e expiração) realizadas durante a realização do ásana.
segunda-feira, 12 de outubro de 2009
Condições e orientações para praticar um bom Ásana
Condições e orientações para praticar um bom Ásana
O Ásana deve ser firme e confortável, de tal modo que você consiga ficar na posição por um longo período. Ele não deve ser a causa de nenhum tipo de desconforto. Deve-se relaxar qualquer retesamento ou tensão que forem observados no corpo. A sensação de se estar absolutamente relaxado é sinal de um ásana perfeito. A respiração deve ser normal, ritmada, nasal e abdominal. Preferencialmente pratique a respiração completa.
Algumas orientações para a prática dos ásanas:
- Tomar um copo de água antes da prática de asanas
- O estômago deve estar vazio (ideal: praticar 8 horas após o almoço, 2 horas após um copo de leite e uma hora após se comer uma fruta)
- Preferencialmente praticar os ásanas de manhã (ao raiar do dia) quando a quantidade de prana (energia vital) no ar é maior. Não sendo possível, praticar então próximo ao entardecer.
- Evitar comidas gordurosas, muito secas, congeladas, muito quentes ou em excesso.
- Não se deve forçar ou pressionar nada quando praticar ásanas. Esforce-se sem forçar.
- Não sair no frio após praticar os ásanas.
- Se o ásana afetar o seu equilíbrio, mover a cabeça lentamente.
- A respiração deve ser controlada e deve ser sempre pelas narinas.
- Praticar o Shavasana se o corpo estiver estressado.
- Os ásanas devem ser praticados em uma sala limpa e bem-ventilada, em uma atmosfera pacífica.
- Uma boa sequência é praticar os exercícios físicos leves (alongamentos), seguido pelo yogasana, pranayama e samyama.
- Durante a gravidez, após o terceiro mês, evitar exercícios que exigem que se deite sobre o estômago. Posições Invertidas devem ser evitadas especialmente no terceiro semestre. Antes de mais nada, consulte e peça orientações à seu médico para saber mais sobre quais posições evitar.
Fontes: diversas na Internet
domingo, 11 de outubro de 2009
Ásana - Introdução
Asana é uma palavra sânskrita significa "sentar". Existem diversos tipode de ásanas mas entre os principais estão o padmasana, o bhadrasana, o vajrasana, o virasana e o svastikasana.
Dentro da tradição indiana a sua origem é atribuída a Shiva, que as ensinou a sua esposa Parvati.
A idéia original de “ásana” nos leva à uma idéia de contemplação (meditação) em posição sentada, para atingir o estado de meditação e permanecência por longos períodos. Entretanto, nos dias atuais, surgiu à interpretação dada como sendo uma posição psico-física do yoga, sendo classificada em diversas técnicas em uma única família.
Patanjali, no Yoga Sutras descreve o ásana como “sentar em posição firme e confortável para a contemplação (ou meditação), onde a contemplação é o sadhana(o caminho) para se compreender o si.”
A prática do ásana nos leva a desenvolver uma musculatura flexível, ossos e tendões resistentes, bem como massageia os órgãos internos do corpo, proporciona o equilíbrio das funções de diversas glândulas internas, promove um bem-estar geral, e melhora o fluxo de prana (nossa energia vital: qi em Chinês; ki em Japonês) que permite o equilíbrio dos koshas e o fluxo de energia pelas nadis (Sistema circulatório energético).
No Yoga Sutras, Patanjali descreve ásana como o terceiro dos 8 ramos do Raja Yoga Clássico. Os oito ramos são:
- yamas: regras de conduta para lidar com o mundo exterior
- niyama: regras de conduta para lidar com seu íntimo
- ásana: posição
- pranayama: respiratório
- pratyahara: estado de distração ou sensação de recolhimento; abstração
- dharana: concentração
- dhyana: meditação
- samádhi: a percepção do si, hiper-consciência.
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Os Ásanas no mundo:
Na França há a referência ao estado psicofísico e à compensação de cada asana.
Na Alemanha, são contra a utilização de espelhos na sala de prática, e preconiza a utilização do Surya Namaskara (Saudação ao Sol) como sendo prática obrigatória de ásanas.
No Brasil, além da compensação e coreografia é necessário ter a atenção na passagem coreográfica entre os ásanas. Algumas escolas usam regras gerais de execução.
Na Índia não existe yogásana sem uma filosofia que una as práticas para um objetivo concreto.
sábado, 10 de outubro de 2009
Frase - Hermógenes
Ansiedade e Paz são antíteses.
Nunca se juntam.
sexta-feira, 9 de outubro de 2009
Prana
Prana
Quando nos expiramos, o prana opera de um forma especifica. Quando nós inspiramos, o Apana surge. A inspiração afeta a atividade do apana. O centro do prana está no coração e a do Apana está no ânus.
Existe uma terceira classificação de função chamado Samana, a força de uniformalização. Seu centro é no umbigo. Ela digere o alimento para aquecer o corpo e também equilibrar todas as remanescentes funções no sistema.
A quarta função do prana é chamada Udana. Seu selo está na garganta. Ele determina a fala, e na morte, ele determina a separação do prana do corpo.
A quinta função é chamada de Vyana, uma força que preserva todo o corpo e mantém a continuida da circulação do sangue através do sistema. Esta quinta função do prana é sua principal forma. ele também realiza outras funções como arroto, o abrir e fechar das palpebras, causar a fome, bocejar e nutrir o corpo. Quando ele faz estas funções secundárias ele é chamado de Naga, Kurma, Krikara, Devadatta e Dhananjaya, respectivamente.
É o prana que faz o coração bater, o pulmão funcionar e o estômago secretar sucos. Portanto, desde que nem a respiração, e nem a atividade do pulmão param até a morte. O prana pode ser considerado “o vigia do corpo."
Extraído de "The Yoga System"; Swami Krishnananda
quinta-feira, 8 de outubro de 2009
Pranayamas - Respiração que Tonifica os Nervos
quarta-feira, 7 de outubro de 2009
Pranayamas - Respiração de Limpeza
terça-feira, 6 de outubro de 2009
Pranayamas - Sitali
segunda-feira, 5 de outubro de 2009
Pranayamas - Sitkari
domingo, 4 de outubro de 2009
Pranayamas - Suryabhada-kumbhaka
sábado, 3 de outubro de 2009
Pranayamas - O Sopro "HA"
terça-feira, 29 de setembro de 2009
Pranayamas - Bhástrika (fole)

Bhástrika
(fole – respiração rápida, profunda e vigorosa)
Bhástrika em sânscrito significa “fole”, o que bem dá uma idéia de como se processa. As melhores posições para a pratica são as sentadas - padmâsana ou lótus e sadhâsana, podendo também ser feita em pé. Depois da limpeza pulmonar, faz-se puraka (inspiração) e a seguir uma explosiva rechaka (expiração), mediante a contração brusca da musculatura respiratória. Sem demora, outra puraka e imediatamente outro rechaka. E assim onze movimentos energéticos do diafragma e do abdômen com seus respectivos rechakas e purakas. O último puraka é seguido de um kumbhaka que leva aproximadamente doze segundos, durante os quais mantém-se jalandhara-bandha ou chave de queixo. Segue-se suave rechaka final de seis segundos.
Os músculos abdominais e o diafragma atuam energeticamente, movimentando a base do pulmão. O exercício é muito semelhante ao kapalabhati, com a diferença de que lá apenas a expulsão do ar é energética. Aqui também a inspiração o é.
Uma boa dosagem para cada sessão é de três "voltas" de onze movimentos cada.
- Precauções:
Como se trata de um dos exercícios mais fortes, portanto capaz de provocar danos no praticante imprudente e abusado, é recomendável que o evitem:
a) pessoas enfermas e fracas;
b) jovens de menos de dezoito anos; e
c) pessoas além dos 50.
Para os que já têm grande prática, o limite de idade não será este, naturalmente. Todo abuso e violência devem ser evitados. Moderação, suavidade, gradação nunca são demasiados. Ao menor sinal de fadiga, pare e relaxe, fazendo a respiração abdominal.
- Benificios terapêuticos:
Purifica todo o organismo e tem especial ação tônica sobre o sistema nervoso e aparelho circulatório. Aumenta o apetite. Atenua irritação e inflamação das vias respiratórias. Moderada e corretamente usado, tem até curado asma. Com verdadeiro super abastecimento energético, corrige os efeitos do frio, levando calor a todo o corpo. Os que sofrem de pés e mãos frios lucrarão com a pratica de bhastrika.
"Psicologicamente, o bhástrika produz um muito notável aprofundamento da consciência. Aumenta a serenidade e o sangue-frio ante qualquer situação e, em sumo grau, fortalece a vontade".
Fonte: trecho extraído do livro "Auto Perfeição com o Hatha Yoga - Hermógenes - Editora Record
segunda-feira, 28 de setembro de 2009
Pranayamas - Ujjâyi
Ujjâyi
A melhor posição para este exercício é a do lótus. Vale o que foi dito no exemplo precedente. Ao fazer o puraka ou inspiração, durante a contagem mental até 6, tenha a glote parcialmente fechada, o que provocara um som doce, uniforme e de tom baixo.
Permaneça em kumbhaka igual tempo, fechando totalmente a glote, com a ajuda de jalandhara-bandha ou chave de queixo. Depois disto comece rechaka.
Desfaça o jalandhara-bandha, relaxando os músculos respiratórios e soltando a respiração, tendo a glote parcialmente fechada, mas formado na boca, mercê da posição dos dentes e da língua, um longo silvo sssss... uniforme e de tom baixo. Use toda a musculatura do abdômen a fim de expulsar o ar todo. A expiração dura o dobro da inspiração. Durante a expiração a parte superior da faringe - o cavum - se relaxa. Os orifícios dos sinus, esses bolsos permanentes de infecção, se abrem e são sifonados pelo ar expirado.
Faça a principio seis e vá acrescendo uma por dia, até dez execuções.
Valem para este exercício todas as recomendações já feitas para os anteriores: nada de violências e exageros, nada de imprudências, principalmente por quem sofre de alguma enfermidade. Consulte seu médico em caso de dúvida.
Dirija a mente para a região da glândula tireóide. Os olhos fechados facilitam a concentração.
- Benefícios terapêuticos:
Diminuição da catarreira incômoda, mercê da massagem nas mucosas, cujas secreções asseguram defesa contra a infecção. Estimulação das glândulas endócrinas provocada pela indução de uma forte corrente HA, sendo seu efeito mais energético sobre as tireóides. Aumenta o calor do corpo e corrige hipotensão sanguínea. Acredita-se que defenda contra a tuberculose, que evite distúrbios digestivos, estados depressivos e resfriamentos. Devido a sua grande ação sobre a tireóide e tensão sanguínea, deve ser evitado pelos que sofram de hipertireoidismo e hipertensão.
- Efeitos psíquicos:
Já que este exercício estimula a tireóide, a glândula mais influente sobre o temperamento, sobre a inteligência e comportamento, sua prática propicia mais brilho à inteligência, maior vivacidade para trabalho, finalmente mais brilho ao espírito.
Fonte: trecho extraído do livro "Auto Perfeição com o Hatha Yoga - Hermógenes - Editora Record
domingo, 27 de setembro de 2009
Pranayamas - Kapalabhati (crânio brilhante)

Kapalabhati (crânio brilhante)
Exercícios destinados à purificação do corpo. Vejamos sua técnica.
A melhor posição do corpo é a pose de lótus, mas pode ser praticada em qualquer uma das posturas sentadas e até mesmo em pé – desde que a coluna fique verticalizada e elegante. Como sempre, comece com a limpeza completa dos pulmões. Agora relaxe o abdômen, permitindo que se encha de ar a base do órgão. Sem perda de tempo, por uma ação conjunta da musculatura abdominal e do diafragma, force bruscamente o ar a sair. A glote deve permanecer completamente aberta a fim de evitar-se atrito desagradável com a passagem violenta do ar. Novamente com o afrouxamento do abdômen, o ar volta a entrar para outra vez ser explosivamente expulso. Como se vê, o exercício consiste numa série de rechakas energéticas. Sem qualquer kumbhaka (retenção). Nele a puraka (inspiração) participa passiva e complementarmente. Visando à maior concentração mental, mantenha os olhos fechados.
Quanto à dosagem, Blay aconselha dividi-lo em "voltas" de 11 expirações, após as quais deve-se relaxar todo o aparelho respiratório. Depois deste repouso, dá-se outra "volta" com igual número. Uma sessão de principiante deverá constar de três "voltas", entremeadas por períodos de relaxamento.
- Observações necessárias:
1. Este exercício é desaconselhável para quem sofre do aparelho respiratório, do circulatório e do sistema nervoso.
2. A série de rechakas deve ser rápida, mas a principio o praticante deve preocupar-se com a aquisição da técnica, evitando violências contra a própria natureza.
3. A atenção deve ser focalizada no interior do nariz, por onde circulam as correntes de ar. A concentração mental é melhor se os olhos ficarem fechados.
- Efeitos fisiológicos:
Limpa as mucosidades do aparelho respiratório; tonifica-o; carrega sensivelmente o plexo solar com energia vital. Tonifica a circulação, aquecendo o corpo e melhorando o metabolismo. Revigora as cordas vocais.
- Efeitos psicológicos:
Aumenta a capacidade de autodomínio e de concentração.
- Nota:
Como variação, pode-se fazer kapalabhati alternadamente com uma e outra narina.
Fonte: trecho extraído do livro "Auto Perfeição com o Hatha Yoga - Hermógenes - Editora Record











