sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Mitologia Hindu: Os Nomes de Ganesha


Os Nomes de Ganesha

Nomes de Ganesha através dos quais ele deve ser lembrado:

1 – Aquele que tem a tromba curva;

2 – Aquele que tem um dente;

3 – Aquele cujo veículo é um rato escuro;

4 – Aquele que tem a face de elefante;

5 – Aquele que tem um grande abdome;

6 – O grande;

7 – O rei dos obstáculos;

8 – Aquele que tem a cor escura;

9 – Aquele que tem a lua na testa;

10 – O removedor dos obstáculos;

11- O Senhor dos ganas, forças de Shiva

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Pránas



" O yogin que possui esforço espiritual bem controlado, consegue regular os Pránas; quando eles estão sob controle, o yogin respira pelas narinas.
Então, ele, concentrado, mantém fixa sua mente como o controlador da carruagem controla os cavalos rebeldes."

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Ásana: Garudasana

Garudasana

Postura da Águia

- Modo de Execução:

Comece em Tadásana (postura da montanha), dobre levemente seus joelhos, eleve uma das pernas.
Seelevar a esquerda, apoie sua coxa esquerda sobre a direita, de modo que o dorso do pé esquerdo encoste na panturrilha da outra perna.
Cruze os braços em direção ao tronco, apoiando um cotovelo na curvatura do outro para depois fazer uma torção.
Então, enconste uma mão na outra, pressionando o quanto conseguir uma palma na outra.
Permaneça 30 segundos nesta postura, volte em Tadásana e repita tudo para o outro lado.

- Benefícios:

  • Alonga tornozelos, coxas e braços
  • Aprimora a concentração
  • Estimula o senso de equilíbrio

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Os Estilos de Hatha Yoga




ESTILO DE HATHA YOGA CARACTERISTICAS PRINCIPAIS
Iyengar Yoga (B.K.S. Iyengar) É caracterizado pela precisão na execução de posturas psico-físicas e pelo uso de vários instrumentos auxiliadores, como faixas, blocos, etc.
Ashtanga Vinyasa Yoga (Pattabhi Jois) A principal característica é o vinyasa, uma série de movimentos que funciona como um pente energético que limpa o corpo entre uma postura e outra.
Bikram Yoga (Bikram Choudhury) Sistema composto por 26 posturas que são executadas numa seqüência padronizada numa sala aquecida a 38 a 43° centígrados.
Yoga Integral (Swami Satchidananda) Integra diversos aspectos do corpo-mente por meio de uma combinação de posturas, técnicas de respiração, relaxamento profundo e meditação.
Kripalu Yoga (Swami Kripalvananda) É um Yoga de três estágios especialmente adaptado às necessidades dos praticantes ocidentais.
Vinyoga (T. K. V. Desikachar) Trabalha com um “processo seqüencial”, em que a respiração é deliberadamente coordenada com as posturas.
Sivananda Yoga (Swami Vishnudevananda) Sua prática inclui a seqüência de Saudação ao Sol e mais uma série de 12 posturas; contém exercícios respiratórios, relaxamento e recitação de mantras.
Ananda Yoga (Swami Kriyananda) Sua principal característica são as afirmações ligadas às posturas e também os singulares exercícios de energização.
Kundalini Yoga (Yogi Bhajan) O objetivo desse estilo é o despertar da força kundalini através de posturas, controle da respiração, recitação de cânticos e meditação.
Yoga da Linguagem Oculta (Swami Sivananda Radha) Busca o autoconhecimento através da exploração do simbolismo intrínseco das posturas.
Yoga Somático (Eleanor Criswell-Hanna) Busca o desenvolvimento corpo-mente através de uma abordagem que integra os princípios yogues tradicionais e as modernas pesquisas psicofisiológicas.
Anusara Yoga (John Friend) É descrita como o Yoga orientado pelo coração, inspiração espiritual, fundamentada num profundo conhecimento externo e interno do alinhamento do corpo.
Tri Yoga (Kali Ray) Combinam o ato de fluir e sustentar posturas enfatizando movimentos de ondulação da coluna, economia de movimento e sincronização de respiração e mudrá.
Jivamukti Yoga (Power Yoga) (Sharon Gannon e David Life) Utiliza uma prática física vigorosa combinada com os fundamentos filosóficos igualmente fortes das tradições antigas do Yoga, Vedanta e metafísica.
Ishta Yoga (Mani Finger) Mescla a filosofia de outras vertentes, como o hatha, o tantra e a ayurveda.
Fonte: FEUERSTEIN, G. 2005, p. 53-55

KUPFER, P., obra disponível na internet em: http://www.yoga.pro.br/artigos.php?cod=76&secao=3035, 25 de agosto de 2007, 16:20.

Fonte: http://yogaequalidadedevida.wordpress.com/category/yoga/

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Frase de Ratnasara


"Aquele que percebe a verdade do corpo pode vir a conhecer a verdade do Universo."

Ratnasara

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Ásana: Ardha Matsyendrasana

Ardha Matsyendrasana


Meia Postura do Rei dos Peixes

- Execução:

Sente-se com as pernas à frente e os joelhos semiflexionados.
Em seguida, desça uma das pernas, apoiando-a no chão, e cruze a outra perna por cima da perna que está apoiada no chão.
Depois, faça uma torção do tronco no sentido da perna erguida - então, se a perna direita estiver erguida, gire o tronco para o lado direito e passe o braço esquerdo sobre o joelho direito, enquanto mantém a mão esquerda apoiada no chão.
Levante a mão esquerda e olhe para o lado direito.
Mantenha os ísquios bem apoiados no chão e a coluna ereta.

- Benefícios:

  • Estimula o bom funcionamento dos órgãos abdominais
  • Alonga a coluna
  • Alivia as dores nas costas e desconfrotos menstruais
 - Variações:

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Os 40 Tipos de Yoga



TIPOS DE YOGA
APRESENTAÇÃO
Abháva Yoga Conceito encontrado nos Puranas; é o yoga do não-ser, ou a prática yogue superior de imersão no Si Mesmo sem nenhum apoio,como um mantra.
Adhyátma Yoga É o Yoga do ser íntimo; muitos dizem ser este o Yoga característico das Upanishads.
Agni Yoga O Yoga do fogo, que provoca o despertar do poder da kundaliní por meio da ação conjunta da mente e da força vital (prána).
Ashtanga Yoga O Yoga dos oito membros codificado por Patañjali. Também é chamado de Raja Yoga, Patañjala Yoga ou Yoga Clássico.
Asparsha Yoga Yoga da intangibilidade ou do “não-contato”, o Yoga não dualista exposto por Gaupada no Mandukya Karika.
Bhakti Yoga Yoga do amor e da devoção, exposto na Bhagavad Gita, no Bhagavata Purana, no Shvetasshvatara Upanishad e em muitos textos sagrados do Vaishnavismo e Shaivismo.
Buddhi Yoga O yoga da mente superior,mencionado pela primeira vez no Bhagavad Gita.
Dhyána Yoga Yoga da meditação.
Ghatastha Yoga Yoga do “jarro” (ghata), que significa corpo; sinônimo do Hatha Yoga, como mencionado no Gheranda Samhita.
Guru Yoga Yoga relativo ao mestre, fundamental em quase todas as formas de yoga.
Hatha Yoga Yoga da força ou do vigor (relativo ao poder de kundaliní shakti).
Hiranyagarbha Yoga O yoga de Hiranyagarbha, considerado o fundador da tradição yogue.
Japa Yoga O yoga da recitação de mantras.
Jñana Yoga O yoga da sabedoria discriminativa, que é o ponto de vista das Upanishads.
Karma Yoga Yoga da ação auto-transcendente, ensinada pela primeira vez de modo explícito na Bhagavad Gita.
Kaula Yoga O yoga da escola Kaula, um tipo de Yoga tântrico.
Kriya Yoga Yoga do ritual e também a prática conjunta da ascese, do estudo e da adoração do Senhor mencionada no Yoga Sutra de Patañjali.
Kundaliní Yoga O Yoga do poder da kundaliní, que é fundamental para toda a tradição tântrica, inclusive o Hatha Yoga.
Lambika Yoga O Yoga da úvula que é deliberadamente estimulada nesta técnica yogue para aumentar o fluxo do ‘néctar’ (amrita), cujo aspecto externo é a saliva.
Laya Yoga O yoga da reabsorção ou dissolução dos elementos sutis antes da dissolução natural que vem com a morte.
Maha Yoga O grande yoga, conceito encontrado no Yoga Shikha Upanishad, onde se refere à prática conjunta de Mantra Yoga, Laya Yoga, Raja Yoga e Hatha Yoga.
Mantra Yoga Yoga dos sons sagrados que ajudam a proteger a mente; faz parte da tradição yogue desde os tempos védicos.
Náda Yoga Yoga do som interior, prática estreitamente ligada ao Hatha Yoga tradicional.
Pancadashanga Yoga Yoga dos quinze membros;
Pashupata Yoga Yoga da seita de Pashupata, exposta em alguns Puranas.
Patañjala Yoga Yoga de Patañjali, conhecida como Raja Yoga ou Yoga darshana.
Purna Yoga Yoga da totalidade ou integração, é o nome do Yoga Integral de Sri Aurobindo.
Raja Yoga O Yoga de Patañjali.
Samádhi Yoga Yoga do êxtase.
Sámkhya Yoga Yoga da intuição, que dá nome a certas doutrinas e escolas de libertação mencionadas no Mahábhárata.
Samnyása Yoga Yoga da renuncia ao mundo, contraposta ao Karma Yoga.
Samputa Yoga Yoga da união sexual (maithuna) no Tantra Yoga.
Samrambha Yoga Yoga do ódio mencionada no Vishnu Purana, que ilustra o profundo princípio yogue de que a pessoa se torna aquilo que ela contempla constantemente.
Saptanga Yoga O Yoga dos sete membros descrito no Gheranda Samhita.
Shadanga Yoga Yoga de seis membros exposto no Maitrayaniya Upanishad.
Siddha Yoga Yoga dos adeptos, conceito encontrado em alguns Tantras.
Sparsha Yoga Yoga do contato. De origem védica é mencionado no Shiva Purana, que associa a recitação de mantras ao controle da respiração.
Tantra Yoga O Yoga dos Tantras está baseado no despertar do poder da Kundaliní.
Taraka Yoga Yoga do “Libertador”, um yoga medieval baseado em certos fenômenos luminosos.
Yantra Yoga Yoga da concentração da mente em formas geométricas (yantra) do cosmos.
Fonte: FEUERSTEIN, G. 2005, p. 42-43


Fonte: http://yogaequalidadedevida.wordpress.com/2009/03/16/40-tipos-de-yoga/

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Ásana: Agni Stambhasana

Agni Stambhasana

Ou Postura da Lenha

Sente-se com as pernas dobradas, uma sobre a outra com a coluna ereta.
Mantenha o queixo perpendicular ao peito.
Apoie as mãos no chão, bem ao lado de seus quadris.
Ao inspirar, sinta alongar seu tronco.
Sinta o ar percorrerndo sua coluna, energizando seu corpo a cada inspiração.
Fique, inicialmente, 30 segundos nesta postura e depois inverta a posição das pernas e permaneça por mais 30 segundos.

- Benefícios:

  • Alonga quadris e virilhas
  • Energiza o corpo
  • Alivia o stress

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Mantra: Hare Krishna



Hare Rama Hare Rama Rama Rama Hare Hare
Hare Krishna Hare Krishna Krishna Krishna Hare Hare

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Mitologia Hindu: O Tridente de Shiva

O Tridente de Shiva

O Tridente de Shiva, que em sânscrito é chamado de "Trishula", é a arma de Shiva com a qual Ele destrói a ignorância dos seres humanos.
As três pontas representam as três qualidades (Gunas) da matéria: Inércia (Tamas), Movimento (Rajas) e Equilíbrio (Sattva).

A busca do praticante começa em buscar Sattva e termina quando transcende todas as qualidades da matéria, quando, então, se atinge Moksha, a Libertação, que é objetivo final de toda prática verdadeiramente hindu.

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Ásana: Tadásana

Tadásana

O Tadásana é a Postura da Montanha, um dos ásanas mais tradicionais. De fácil execução, é ótimo para a coluna e para alinhar a postura.

- Modo de Execução:

Em pé, com os pés paralelos e as pernas estendidas, distribua uniformemente o peso do corpo sobre elas.
Encaixe o quadril e mantenha a coluna ereta.
Com os ombros posicionados corretamente, mantenha os braços estendidos ao longo do corpo.
Alinhe o pescoço e queixo, olhe fixadamente para a frente.
Esta postura é, geralmente, utilizada como passagem - no começo ou término de outros ásanas -, mas pode ser praticada isoladamente como uma forma de aprimorar a estabilidade e a consciência corporal.

- Benefícios:

  • Ajuda a manter uma boa postura
  • Trabalha coxas e glúteos
  • Alivia dores no nervo ciático.

- Posição Avançada:

Tente permanecer no Tadásana de olhos fechados. Dessa forma você também trabalhará o equilíbrio.
Tente eliminar os pensamentos indesejáveis e concentre-se no ásana. Elimine as oscilações.

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Incensos: O Poder do Fogo

Incenso Nag Champa
Incenso

Seja para ajudar na meditação, para praticar yoga ou para simplesmente perfumar o ambiente, sempre vale a pena acender um incenso para criar uma atmosfera "indiana" - contanto que você não seja alérgico à algum dos componentes do incenso! E nesse caso é melhor deixar o incenso de lado.

O incenso mais conhecido e utilizado é o Nag Champa que é produzido no Oriente. Uma das marcas mais conhecidas é a do guru indiano Sai Baba.
O perfume característico é o floral com toques almiscarados provenientes da mistura do sândalo e de flores da árvore champac (de onde origina seu nome) - são flores amarelas da família das magnólias.

Esse incenso eu recomendo!

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Mitologia Hindu: Brahma



Brahma

Brahma é o primeiro deus da Trimurti, a trindade do hinduísmo, que forma junto com Vishnu e Shiva.

Brahma é considerado pelos hindus a representação da força criadora ativa no universo.

A visão de universo pelos hindus é cíclica. Depois que um universo é destruído por Shiva, Vishnu se encontra dormindo e flutuando no oceano primordial. Quando o próximo universo está para ser criado, Brahma aparece montado num Lótus, que brotou do umbigo de Vishnu e recria todo o universo.

Depois que Brahma cria o universo, ele permanece existindo por um dia de Brahma, que vem a ser aproximadamente 4.320.000.000 anos em termos de calendário hindu. Quando Brahma vai dormir, após o fim do dia, o mundo e tudo que nele existe é consumido pelo fogo. Quando ele acorda de novo, ele recria toda a criação, e assim sucessivamente, até que se completem 100 anos de Brahma. Quando esse dia chegar, Brahma vai deixar de existir, e todos os outros deuses e todo o universo vão ser dissolvidos de volta para seus elementos constituintes.
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- Simbologia e Mitos

Brahma é representado com quatro cabeças, mas originalmente, era representado com cinco. O ganho de cinco cabeças e a perda de uma é contado numa lenda muito interessante. De acordo com os mitos, ele possuía apenas uma cabeça. Depois de cortar uma parte do seu próprio corpo, Brahma criou dela uma mulher, chamada Satrupa, também chamada de Sarasvati. Quando Brahma viu sua criação, ele logo se apaixonou por ela, e já não conseguia tirar os olhos da beleza de Satrupa.

Naturalmente, Satrupa ficou envergonhada e tentava se esquivar dos olhares de Brahma movendo-se para todos os lados. Para poder vê-la onde quer que fosse, Brahma criou mais três cabeças, uma à esquerda, outra à direita e outra logo atrás da original. Então Satrupa voou até o alto do céu, fazendo com que Brahma criasse uma quinta cabeça olhando para cima, foi assim que Brama veio a ter cinco cabeças.
Da união de Brahma e Satrupa, nasceu Suayambhuva Manu, o pai de todos os humanos.

Nas escrituras, é mencionado que a quinta cabeça foi eliminada por Shiva. Brahma falou desrespeitosamente de Shiva, que abriu seu terceiro olho e queimou a quinta cabeça de Brama.
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- O Mito:

Além das cinco cabeças, Brahma tem quatro braços, e nas mãos segura uma flor de lótus, seu cetro, uma colher, um rosário, um vaso contendo água benta e os Vedas.

O veículo de Brama é o cisne Hans-Vahana, o símbolo do conhecimento.

A esposa de Brama é Sarasvati, a Deusa da Sabedoria.

Na Índia em si, o deus é pouco cultuado,pois na visão hindu, sua função já se acabou depois que o universo foi criado.
As lendas sobre Brahma não são tantas nem tão ricas quanto as de Vishnu e Shiva. Para estes deuses existem incontáveis templos de adoração, mas para Brahma, apenas um, que fica no lago Pushkar em Ajmer.


Um Dia de Brama

Brahma vive cem anos, mas não são anos humanos, são "anos de Brama". O período do dia ou da noite da vida do deus é chamado de Kalpa, quando a noite de Brama chega, o universo é reabsorvido (Pralaya) no seu sono divino. Um Kalpa corresponde a 4.320.000.000 anos terrestres.
A idade da Terra é medida em quatro Yugas ou "Eras", que são:

* Satya-Yuga: 4.800 anos
* Treta-Yuga: 3.600 anos
* Dwapara-Yuga: 2.400 anos
* Kali-Yuga: 1.200 anos
o Total: 12.000 anos

A cada Yuga que se passa, a virtude no mundo vai caindo progressivamente.
Na Satya-Yuga a virtude prevalece e o mal é desconhecido.
Na Treta-Yuga a virtude cai para três quartos.
Na Dwapara-Yuga a virtude já caiu pela metade.
Na Kali-Yuga, só resta um quarto de virtude.
As quatro Yugas juntas formam a Mahayuga.

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Mitologia Hindu: Vishnu



Vishnu

Segundo a literatura Védica, Vishnu é a manifestação direta do supremo, encarregada da Criação Cosmica, e possui três aspectos básicos: KARANODAKASHAY, GARBODAKASHAY e KISHIRODAKASHAY.

Também conhecido como NARAYANA, VASUDEVA, JAGANNATHA, Vishnu é um dos deuses principais da trindade hindú. Representa SATTVAGUNA, o modo da bondade, e é responsável pela Sustentação, Proteção, e Manutenção do Universo.

Vishnu é a fonte original de todos os Avatares e deuses. Ele está Presente em cada átomo da criação, bem como no coração de todos os seres. Todos os univeros materiais saem de seus poros em seu aspecto de KARANODAKASHAY, a causa de todas as causas.

Vishnu é o BHAGAVAN original, ou seja, a fonte das seis opulências: Riqueza, Poder, Beleza, Fama, Conhecimento e Abnegação.
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- Simbologia e Mitos:

Como é descrito no BHAGAVATA PURANA, Vishnu possui um rosto belíssimo e de expressão sempre agradável.
Seus menbros são perfeitos, livre de defeitos, seus olhos e lábios são rosados como o sol nascente. Os verdadeiros yogues meditam nessa forma transcedental situada no coração, sob a luz das unhas de seus pés de lótus, semelhantes a jóias.

Em seus quatro braços ele porta uma DUDARSHANA CHAKRA, (disco), GADA (maça), PADMA, (lótus e SHANKA (búzio).

Garuda, o gigante homem pássaro, é seu carregador.

Vishnu concede os frutos das ações aos seres vivos, ou seja, o resultado do KARMA bom ou mal, e é o controlados de todos os movimentos dos seres no universo.

É o outorgador de todas as bençãos. Ele é conhecido por sua bondade e por sempre atender aos pedidos de seus devotos. Seu planeta é espiritual, conhecido por SWETADWIPA ( Estrela Polar).
É dito que no mundo espiritual (VAIKUNTHA) que Vishnu é adorado com muito afeto e dedicação por centenas de milhões de LAKSHMIS, deusas da fortuna.
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- O Mito:

Na mitologia hindu, Vishnu (em hindi विष्णु - da raiz sânscrita vishva, "tudo"), juntamente com Shiva e Brahma formam a trimurti, a trindade hindu, na qual Vishnu é o deus responsável pela manutenção do universo.

A esposa de Vishnu é a deusa Lakshmi, deusa da prosperidade e sorte, que o acompanha, encarnado na terra, como esposa de seus avatares.

Seu veículo é Garuda, a águia gigante.

Vishnu tem uma forte relação com a água (Nara), tanto que um de seus nomes é Narayana, aquele que flutua sobre as águas.

Ele é representado ao lado de uma Serpente com muitas cabeças.

Do seu umbigo, nasce uma flor de Lótus da qual emerge Brama, o deus criador do universo.

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- Os Símbolos:

Nas duas representações comuns de Vishnu, ele aparece flutuando sobre ondas em cima das costas de um deus-serpente chamado Shesh Nag, ou flutuando sobre as ondas com seus quatro braços, cada mão segurando um de seus atributos divinos, uma concha, um disco de energia, um lótus e um cajado.

A concha se chama Pantchdjanya, que têm nela todos os cinco elementos da criação: ar, fogo, água, terra e éter. Quando se assopra nessa concha, pode se ouvir o som que deu origem à todo o universo, o Om.

O disco, ou roda de energia de Vishnu, se chama Sudarshana, e representa o controle dos seis sentimentos, servindo de arma para cortar a cabeça de qualquer demônio.

O Lótus de Vishnu, se chama Padma, e é o símbolo da pureza e representa a Verdade por trás da ilusão.

O cajado de Vishnu, se chama Kaumodaki, ele representa a força da qual toda a força física e mental do universo são derivadas.
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- As Faces:

Segundo o hinduísmo, Vishnu vem ao mundo de diversas formas, chamadas avatares, que podem ser humanas, animais ou uma combinação dos dois. Todos esses avatares aparecem ao mundo, quando um grande mal ameaça a Terra; no total, existem dez avatares de Vishnu, dos quais nove já se manifestaram no nosso mundo - sendo Rama e Krishna os mais conhecidos - e um outro ainda está por vir. São eles:

  • Matsya, o Peixe;
  • Kurma, a Tartaruga;
  • Varaha, o Javali;
  • Narasimha, o Homem-Leão;
  • Vamana, o Anão;
  • Parashurama, o Homem com o machado;
  • Rama, o arqueiro;
  • Krishna
  • Buddha, o Iluminado (Sidarta Gautama)
  • Kalki, o espadachim montado a cavalo que ainda está por vir.
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- Outros Nomes de Vishnu

Há uma famosa prece hindu chamada "Vishnusahastanama-stotra" (ou "Os Mil Nomes de Vishnu"). Esses nomes derivam dos atributos do deus. Eis alguns dos principais:

* Acyutah (firme, permanente)
* Ananta (sem fim, eterno, infinito)
* Kesava (de cabelo abundante e belo)
* Narayana (o que está sobre a água)
* Madhava (relacionado à primavera)
* Govinda (chefe dos pastores: um nome de Krishna)
* Madhusudanah (aquele que destrói o demônio Madhu)
* Trivikrama
* Vamana (anão)
* Aridhara
* Hrsikeshah
* Padmanabha (de cujo umbigo brota o lótus que contém Brama)
* Damodara (um nome de Krishna)
* Gopala (pastor: refere-se a Krishna)
* Janardanah
* Vāsudeva (filho de Vasudeva: refere-se a Krishna)
* Anantasayana
* Sriman
* Srinivasa

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Mitologia Hindu: Shiva


Shiva

Também conhecido como Mahadeva, o supremo dos deuses, Shiva é um deus ("Deva") hindu, o Destruidor (ou o Transformador). É um dos três principais deuses do panteão hindu, participante da Trimurti juntamente com Brahma (o Criador) e Vishnu (o Preservador).
SHIVA é o deus da renovação.
As vezes ele é visto como Nataraja – o deus das artes e das danças, o dançarino cósmico, bem como o senhor das artes marciais e o protetor dos animais.
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- Simbologia e Mitos:

Numa de suas mãos ele carrega um pequeno tambor que anuncia a criação e noutra, o fogo da renovação.
Sua mão estendida representa sua força superior, e o pé levantado simboliza a liberação.
Ele dança sobre um demônio que representa a escuridão e o mal, estando assim, acima da ignorância e de todo mal, e em seu braço direito há uma serpente demonstrando que SHIVA domina todas as riquezas naturais.
As lendas dizem que o rio Ganges nasce de sua cabeça.
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- O Mito:

SHIVA é o controlador de toda a ira e é conhecido por sua imensa benevolência e misericórdia, concedendo-a a todos muito facilmente. Às vezes ele é encontrado num estado de meditação, demonstrando que é o deus da Yoga.

SHIVA é o senhor de DURGA – a deusa da natureza material – e é transcedental a qualquer desejo ou ilusão material.

Ele é o pai de Ganesha – o deus da boa sorte e prosperidade.

De acordo com as escrituras Védicas, SHIVA é o símbolo máximo da potência masculina.

Em seu planeta, a montanha KAILASA, existem apenas entes femininos, e quem quer que pise na terra dele, imediatamente se transforma em mulher.

SHIVA, possui um terceiro olho que sempre permanece fechado, pois no momento em que abri-lo, toda a criação será incinerada pelo calor abrasivo do fogo da renovação. Dizem os orientais que SHIVA protege a casa dos seus seguidores de todos os tipos de males.
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- Yoga

Na tradição hindu, Shiva é o destruidor, que destrói para construir algo novo, motivo pelo qual muitos o chamam de "renovador" ou "transformador". As primeiras representações surgiram no período Neolítico (em torno de 4.000 a.C.) na forma de Pashupati, o "Senhor dos Animais". A criação da ioga, prática que produz transformação física, mental e emocional, portanto, intimamente ligada à transformação, é atribuída a ele.

Shiva é o deus supremo (Mahadeva), o meditante (Shankara) e o benevolente, onde reside toda a alegria (Shambo ou Shambhu).
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- Os Símbolos:

- A Trishula

O tridente que aparece nas ilustrações de Shiva é chamado de trishula. É com essa arma que ele destrói a ignorância nos seres humanos.
As três pontas da trishula representam as três qualidades dos fenômenos: tamas (a inércia), rajas (o movimento) e sattva (o equilíbrio)


- A serpente

A serpente naja é a mais mortal das serpentes. Usar uma serpente em volta da cintura e do pescoço simboliza que Shiva dominou a morte e tornou-se imortal.
Na tradição da yoga, ela também representa kundalini, a energia de fogo que reside adormecida na base da coluna. Quando despertamos essa energia, ela sobe pela coluna, ativando os centros de energia (chakras) e produzindo um estado de hiperconsciência (samádhi), um estado de consciência expandida.


- Ganga

No topo da cabeça de Shiva se vê um jorro d'água. Na verdade é o rio Ganges (Ganga) que nasce nos pés do Senhor Vishnu, e jorra na cabeça de Shiva. Há uma lenda que diz que Ganges era um rio muito violento e não podia descer à Terra pois a destruiria com a força do impacto. Então, os homens pediram a Shiva que ajudasse e ele permitiu que o rio tão logo saísse do Mundo Espiritual, caísse primeiro sobre sua cabeça, amortecendo o impacto e depois, mais tranqüílo, corresse pela Terra.


- Lingam

Lingam ("emblema", "distintivo", "signo"), também chamado de linga, é o símbolo fálico de Shiva. Ele representa o pênis, instrumento da criação e da força vital, a energia masculina que está presente na origem do universo. Está associado ao poder criador de Shiva.
O lingam é o emblema de Shiva. Na Índia, reverenciar o lingam é o mesmo que reverenciar a Shiva. Ele pode ser feito em qualquer material, embora o preferido seja o de pedra negra. Na falta de uma escultura, se constrói um lingam com a areia da praia ou do leito do rio; ou simplesmente se coloca em pé uma pedra ovalada.

É comum, nos templos, se pendurar sobre o lingam uma vasilha com um pequeno orifício no fundo. A água é derramada constantemente sobre ele numa forma de reverência. A base do lingam representa yoni, a vagina, mostrando que a criação se dá com a união do masculino e feminino.


- Damaru

Damaru é o tambor em forma de ampulheta que representa o som da criação do universo. No hinduísmo, o universo brota da sílaba /ôm/. É interessante comparar essa afirmação com a conhecido prólogo do Evangelho de São João: "No princípio era o Verbo (a sílaba, o som). E o Verbo era Deus. (...) Tudo foi feito por Ele (o Verbo) e sem Ele nada se fez."

É com o som do damaru que Shiva marca o ritmo do universo e o compasso de sua dança. As vezes, ele deixa de tocar por um instante, para ajustar o som do tambor ou para achar um ritmo melhor e, então, todo o universo se desfaz e só reaparece quando a música recomeça.


- Fogo

Shiva está intimamente associado ao fogo, pois esse elemento representa a transformação. Nada que tenha passado pelo fogo, permanecerá o mesmo: o alimento vai ao fogo e se transforma, a água se evapora, os corpos cremados viram cinzas. Assim, Shiva nos convida a nos transformarmos através do fogo da ioga. O calor físico e psíquico que essa prática produz nos auxilia a transcender nossos próprios limites.


- Nandi

Nandi ("aquele que dá a alegria") é o touro branco que acompanha Shiva, sua montaria e seu mais fiel servo. O touro está associado às forças telúricas e à virilidade. Também representa a força física e a violência. Montar o touro branco, significa dominar a violência e controlar sua própria força.

Sua devoção por seu senhor é tão grande que sempre se encontra sua figura diante dos templos dedicados a Shiva. Ele está deitado, guardando o portão principal.


- A lua crescente

A lua, que muda de fase constantemente, representa a ciclicidade da natureza e a renovação contínua a qual todos estamos sujeitos. Ela também representa as emoções e nossos humores que são regidos por esse astro. Usar um crescente nos cabelos simboliza que Shiva está além das emoções. Ele não é mais manipulado por seus humores como são os humanos, ele está acima das variações e mudanças, ou melhor, ele não se importa com as mudanças pois sabe que elas fazem parte do mundo manifesto. Os mestres que se iluminaram afirmam que as transformações pelas quais passamos durante a vida (nascimento e morte, o final de uma relação, mudança de emprego, etc.) não afetam nosso ser verdadeiro e, portanto, não deveríamos nos preocupar tanto com elas.
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- Faces:

- Shiva Nataraja

Neste aspecto, Shiva aparece como o rei (raja) dos dançarinos (nata).
Ele dança dentro de um círculo de fogo, símbolo da renovação e, através de sua dança, Nataraja cria, conserva e destrói o universo. Ela representa o eterno movimento do universo que foi impulsionado pelo ritmo do tambor e da dança. Apesar de seus movimentos serem dinâmicos, como mostram seus cabelos esvoaçantes, Shiva Nataraja permanece com seus olhos parados, olhando internamente, em atitude meditativa. Ele não se envolve com a dança do universo pois sabe que ela não é permanente. Como um yogue, ele se fixa em sua própria natureza, seu ser interior, que é perene.

Em uma das mãos, ele segura o Damaru, o tambor em forma de ampulheta com o qual marca o ritmo cósmico e o fluir do tempo. Na outra, traz uma chama, símbolo da transformação e da destruição de tudo que é ilusório. As outras duas mãos, encontram-se em gestos específicos. A direita, cuja palma está a mostra, representa um gesto de proteção e bênçãos (abhaya mudrá). A esquerda representa a tromba de um elefante, aquele que destrói os obstáculos.

Nataraja pisa com seu pé direito sobre as costas de um anão. Ele é o demônio da ignorância interior, a ignorância que nos impede de perceber nosso verdadeiro eu. O pedestal da estátua é uma flor de lótus, símbolo do mundo manifestado.

A imagem toda nos diz: "Vá além do mundo das aparências, vença a ignorância interior e torne-se Shiva, o meditador, aquele que enxerga a verdade através do olho que tudo vê (terceiro olho, Ájña Chakra)."


- Pashupati

Pashupati ("senhor dos animais", de pashu, "animais", "feras", "bestas", e pati, "senhor", "mestre") é uma das primeiras representações de Shiva e surgiu no neolítico, por volta de 4.000 a.C.. É representado com três faces, olhando o passar do tempo (passado-presente-futuro). A coroa em forma de cornos de búfalo evidencia a proximidade de Shiva com esse animal que representa as forças da terra e da virilidade. Pashupati está sentado em posição de meditação, o que nos faz pensar que as técnicas meditativas já existiam naquele período. Os quatro animais ao seu redor são o tigre, o elefante, o rinoceronte e o búfalo. Por ser o Senhor das Feras, Pashupati podia meditar entre elas sem ser atacado. Mas, há um outro simbolismo. Esses animais podem representar nossas emoções e instintos mais básicos como o orgulho, a força bruta, o ódio e a sexualidade desenfreada. Pashupati, então, é também aquele que domou suas feras interiores, suas emoções e convive sabiamente com elas. O Shiva Purana, conta que os deuses estavam em luta com os demônios e, como não estavam conseguindo vencê-los, foram pedir auxílio a Shiva. Shiva lhes disse: "Eu sou o Senhor dos Animais (Pashupati). Os corajosos titãs só poderão ser vencidos se todos os deuses e outros seres assumirem sua natureza de animal." Os deuses hesitaram pois achavam que isso seria uma humilhação. E Shiva falou novamente: "Não é uma perda reconhecer seu animal ( a espécie que corresponde no mundo animal ao princípio que cada deus encarna no plano universal). Apenas aqueles que praticam os ritos dos irmãos dos animais (Pashupatas) podem ultrapassar sua animalidade." Assim, todos os deuses e titãs reconheceram que eram o rebanho do Senhor e que ele é conhecido pelo nome de Pashupati, O Senhor dos animais. Esse textos nos mostra a ligação do Yoga primitivo com o Xamanismo.


- Ardhanaríshvara


O lado direito da estátua é claramente masculino, apresentando os atributos de Shiva: a serpente, o tridente, etc. Do lado esquerdo, vemos uma figura feminina, com os trajes típicos, o brinco feminino, etc. Esse aspecto de Shiva representa a união cósmica entre o princípio masculino (Shiva) e o feminino (Parvati), entre a consciência (Shiva) e a matéria (Parvati).

As cobras que Shiva usa como colares e braceletes simbolizam o seu triunfo sobre a morte, a sua imortalidade.

O filete de água que se vê jorrar de seus cabelos é o rio Ganges. Conta a lenda que o Ganges era um rio muito revolto que corria na morada dos deuses. Os homens pediram para que o rio corresse também na terra. Porém, devido à violência do rio, seu impacto com a terra seria muito violento, terminando por aniquilá-la. Para resolver o problema, Shiva permitiu que o rio primeiro passasse por sua cabeça para amenizar o impacto com a terra, em seguida escorresse suavemente pelos seus longos cabelos.

Fonte: Wikipedia e outras fontes diversas

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